terça-feira, 13 de julho de 2010
Nós
"Dia de acordar.
Acordo comigo.
Acorda! A corda?
Descordo.
Corda: o som da caixa de música.
Cor. Cores. Corres. Correspondência.
Correspondo. Respondo. Repondo.
Pondo. Pouco.
Todos os dias.
Meses. Anos. Há nós atados.
Nós bem atados.
Desatando nós.
Em laços."
D.R
Acordo comigo.
Acorda! A corda?
Descordo.
Corda: o som da caixa de música.
Cor. Cores. Corres. Correspondência.
Correspondo. Respondo. Repondo.
Pondo. Pouco.
Todos os dias.
Meses. Anos. Há nós atados.
Nós bem atados.
Desatando nós.
Em laços."
D.R
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Quadro
Paisagem da morte
Estou cercada de neve. Eu olho para frente e vejo o infinito. Parece vazio e lá no fim a neve encontra o céu turquesa. E eu prefiro pensar assim. É a morte. Começa num vazio e segue veloz como um cão faminto em direção a um suculento pedaço de azul explodido em tinta borrada de vento.
Estou cercada de neve. Eu olho para frente e vejo o infinito. Parece vazio e lá no fim a neve encontra o céu turquesa. E eu prefiro pensar assim. É a morte. Começa num vazio e segue veloz como um cão faminto em direção a um suculento pedaço de azul explodido em tinta borrada de vento.
segunda-feira, 1 de março de 2010
EU QUERO!
sábado, 9 de janeiro de 2010
PERDAS SEM REPARO

"Não pode o homem deslocar-se para uma situação mais perigosa do que quando circunstâncias exteriores provocam uma grande alteração em seu estado, sem que sua maneira de sentir e de pensar estivesse para tanto preparada. Sobrevém então uma época sem época, resultando numa contradição tanto maior quanto menos o homem se apercebe de não estar preparado para este novo estado."
(Os Anos de Aprenidzado de Wilhelm Meister - Goethe)
Estou cercada de neve. Eu olho para frente e vejo o infinito. Parece vazio e lá no fim a neve encontra o céu azul. E eu prefiro pensar assim.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
SOL DE TODO DIA
FÉ CEGA, FACA AMOLADA (Milton Nascimento)
Agora não pergunto mais aonde vai a estrada
Agora não espero mais aquela madrugada
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo
Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo
Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar faca amolada
Irmão, irmã, irmã, irmão de fé faca amolada
Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia
Beber o vinho e renascer na luz de todo dia
A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada
O chão, o chão, o sal da terra, o chão, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser muito tranquilo
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
Agora não pergunto mais aonde vai a estrada
Agora não espero mais aquela madrugada
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo
Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo
Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar faca amolada
Irmão, irmã, irmã, irmão de fé faca amolada
Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia
Beber o vinho e renascer na luz de todo dia
A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada
O chão, o chão, o sal da terra, o chão, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser muito tranquilo
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
AMOR
Porta Aberta
Sou uma mulher de sorte
Porque amo intensamente, até a morte
Cada amor como se fosse eterno
Sem calendário
Sem passado
Sem medo
Medo sim eu tenho de não tê-lo
De não amar para não sofrer
Porque sem amor, ah! Assim eu sofro.
Por isso sempre deixei as portas abertas
Para alguém morar em mim
Trocar tudo de lugar
Bagunçar minha vida
Entrar sem bater
E ficar...
E tirar toda poeira que um outro me deixou
E quando o amor chega
Me abre todas as janelas
Os braços, as pernas
E eu então já não me suporto sozinha
Não caibo em mim
Transbordo
E preciso do outro para me derramar
Para me tomar assim,pela cintura, como vinho tinto
Com prazer e com vontade
E me embriagar
E me arrancar as mesmas promessas
Que sinto nunca ter feito à ninguém
Porque quando eu amo
Sou sempre outra
Angela Ribeiro
Sou uma mulher de sorte
Porque amo intensamente, até a morte
Cada amor como se fosse eterno
Sem calendário
Sem passado
Sem medo
Medo sim eu tenho de não tê-lo
De não amar para não sofrer
Porque sem amor, ah! Assim eu sofro.
Por isso sempre deixei as portas abertas
Para alguém morar em mim
Trocar tudo de lugar
Bagunçar minha vida
Entrar sem bater
E ficar...
E tirar toda poeira que um outro me deixou
E quando o amor chega
Me abre todas as janelas
Os braços, as pernas
E eu então já não me suporto sozinha
Não caibo em mim
Transbordo
E preciso do outro para me derramar
Para me tomar assim,pela cintura, como vinho tinto
Com prazer e com vontade
E me embriagar
E me arrancar as mesmas promessas
Que sinto nunca ter feito à ninguém
Porque quando eu amo
Sou sempre outra
Angela Ribeiro
Assinar:
Postagens (Atom)

